Vergonha e pressão estética levam homens a buscar aumento peniano

    Vergonha, comparações e expectativas estão entre os fatores que levam homens a procurar o procedimento, segundo especialista

    Foto: bahia.ba

    A farmacêutica esteta Karine Andrade falou sobre a pressão estética em torno do tamanho do pênis e como a insatisfação com o próprio corpo pode afetar a autoestima masculina. As declarações foram dadas em entrevista ao bahia.ba, na qual a especialista também abordou a influência da pornografia e da comparação entre homens.

    Segundo Karine, a vergonha ainda acompanha muitos pacientes antes mesmo da realização do procedimento. A especialista relata que alguns homens demonstram preocupação até com a possibilidade de encontrar outras pessoas na recepção da clínica, por medo de que alguém descubra o motivo da consulta.

    A insegurança, de acordo com ela, pode começar ainda na infância e na adolescência, período em que comparações sobre tamanho e comprimento do órgão são comuns em rodas de conversa entre meninos. Na vida adulta, essas experiências podem continuar influenciando a percepção que o homem tem do próprio corpo.

    Karine contou o caso de um paciente diagnosticado com micropênis que, apesar de ser casado, ter filhos e manter uma vida sexual ativa, sentia-se excluído quando o assunto surgia entre outros homens. Pastor, ele também enfrentava um conflito entre a posição de liderança que exercia e a própria insegurança.

    “Então, numa roda de conversa, ele estava totalmente excluído. Isso mexia com ele. Inclusive, esse rapaz era pastor. Tinha relacionamento, tinha filhos, tinha tudo”, relatou.

    Segundo a especialista, o paciente precisou superar diferentes barreiras até procurar ajuda profissional. “Tô constrangido, com vergonha. Porque você é mulher. Vergonha de tirar a roupa e fazer um procedimento”, teria dito o homem durante o atendimento. Karine afirma que a situação já provocava angústia e afetava diretamente a forma como ele se enxergava.

    Pornografia pode criar expectativas irreais

    Outro fator abordado pela especialista foi o consumo de pornografia. Segundo Karine, referências vistas nesse tipo de conteúdo podem criar expectativas difíceis ou impossíveis de serem reproduzidas em procedimentos estéticos. Ela relata já ter recebido pacientes interessados em alcançar proporções semelhantes às de atores pornográficos.

    Nesses casos, a especialista afirma que cabe ao profissional estabelecer limites e explicar o que pode ser realizado com segurança. “A gente tem que ser profissional de saúde, orientar, falar que aquilo ali não é saudável dentro das medidas seguras de fazer o procedimento”, afirmou.

    Confira a entrevista completa: