Publicado em 25/10/2021 às 08h00.

Cães são capazes de detectar câncer de mama ainda em estágio inicial e ajudam na prevenção

Por meio do Projeto KDOG, animais estão treinados para ajudar no rastreamento usando o olfato

Redação
Cães em treinamento para detecção precoce de câncer de mama (Foto: Divulgação/Assessoria)
Cães em treinamento para detecção precoce de câncer de mama (Foto: Divulgação/Assessoria)

 

O Outubro Rosa é uma das campanhas mais importantes para conscientização sobre o diagnóstico precoce de Câncer de Mama. A iniciativa global é organizada pela União Internacional, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), e busca incentivar as mulheres a não deixarem de fazer o acompanhamento anual com um médico para prevenir uma das doenças de maior incidência no mundo.

Com o intuito de ajudar no rastreamento precoce do câncer de mama, o Projeto KDOG tem como objetivo treinar cães para que consigam, por meio de uma técnica simples, acessível e não invasiva, identificar mais de 40 tipos de câncer de mama em estágio inicial, usando o olfato canino. O projeto teve início no Brasil em 2018, quando uma comitiva brasileira visitou o Instituto Curie, na França, para entender os estudos e o trabalho realizado com os cães de lá.

Com o olfato mil vezes mais apurado que o de um ser humano, os cães ao longo da história têm desenvolvido papéis importantes na sociedade como cães guia, terapeutas, policiais e, agora, como detectores do câncer de mama.

A ROYAL CANIN® apoia projetos sociais que reforçam a importância do pet na vida do ser humano, seja pelos incríveis benefícios oriundos da interação entre humanos e animais, assim como pelo importante papel que ocupam na sociedade atuando em prol da medicina e a serviço do homem. E, por isso, decidiu fazer parte da história do Projeto KDOG, no Brasil e na França, por meio da parceria firmada com a Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia (SFBO) e o Institut Curie.

A detecção envolve o trabalho de cães que identificam a presença de câncer em compressas que estiveram em contato com a pele. “Em nenhum momento a pessoa tem contato com o cão. A presença do tumor maligno é identificada por meio do olfato canino em uma compressa impregnada com o odor coletado para o exame”, explica Leandro Lopes, responsável técnico do KDOG Brasil. Dessa forma, é possível reduzir a fila da mamografia, a partir desta triagem prévia.

No Brasil, atualmente há seis cães em treinamento e já existe uma proposta onde, ao concluírem 100% do treinamento, passarão a dar suporte ao Sistema Único de Saúde (SUS), ajudando diretamente a população necessitada a ter acesso mais rápido a um exame de mamografia.



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