Sobe para 17 o número de mortos por novo vírus surgido na China

    Número total de pessoas infectadas subiu para 444 na província de Hubei, na China, epicentro da epidemia, segundo autoridades locais

    Foto: Creative Commons

    O novo coronavírus, que já fez 17 mortos e infectou centenas de pessoas, fez com que um comitê da OMS (Organização Mundial da Saúde) agendasse uma reunião para esta quarta-feira (22) para determinar se deve ser declarada uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”.

    O número total de pessoas infectadas subiu para 444 na província de Hubei, na China, epicentro da epidemia, segundo autoridades locais. O vírus apareceu no mês passado na cidade de Wuhan e, depois de Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Taiwan, chegou aos Estados Unidos.

     

    O presidente chinês, Xi Jinping, assegurou por telefone a Emmanuel Macron, chefe de Estado francês, que a China tem adotado “medidas de prevenção e de controle” e garantiu que o país “está disposto a trabalhar com a comunidade internacional para responder de forma eficaz à epidemia”.

    Mais cedo, durante uma entrevista coletiva em Pequim, o vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde, Li Bin, ressaltou que o vírus, que é transmitido pelo trato respiratório, “pode sofrer mutações e se espalhar mais facilmente”.

    Depois de aparentemente ignorar a epidemia que surgiu no mês passado, os chineses pareciam estar cientes do risco nas principais cidades do país, onde muitos moradores usavam máscaras respiratórias.

    Li anunciou medidas preventivas, como ventilação e desinfecção em aeroportos, estações ferroviárias e shopping centers.Sensores de temperatura corporal também serão instalados em locais movimentados, disse ele.

    Muitos países com ligações aéreas diretas ou indiretas com Wuhan, cidade onde a doença surgiu, reforçaram o controle de passageiros, tirando proveito de sua experiência com a epidemia de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2002-2003, um vírus da mesma família.

    Até o momento, a OMS usou o termo “emergência de saúde pública de alcance internacional” apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, incluindo a gripe suína H1N1 em 2009, o vírus zika em 2016 e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e a RDC desde 2018.