PGR quer que delatores da J&F expliquem pagamento milionário a Wassef

    Empresa do ex-advogado da família do presidente Jair Bolsonaro recebeu R$ 9,8 milhões entre 2015 e este ano

    Foto: Alan Santos/Presidência da República

    Os delatores da J&F têm 10 dias para explicar o pagamento milionário a uma empresa de Frederick Wassef, ex-advogado da família do presidente Jair Bolsonaro.O prazo foi aberto pela Procuradoria Geral da República, segundo informações do G1. A J&F controla a JBS,dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

    O escritório de advocacia Wassef & Sonnenburg recebeu, segundo a TV Globo apurou, R$ 9,8 milhões entre os anos de 2015 e 2020. A delação foi firmada em 2017.Wassef (na foto sem máscara) é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

    A partir dos esclarecimentos apresentados pelos delatores, o procurador-geral da República, Agusto Aras, pode decidir reforçar o pedido de rescisão dos acordos de colaboração em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois procuradores-gerais anteriores a Aras, Rodrigo Janot e Raquel Dodge, também defenderam a rescisão.

    Em nota ao G1, o advogado Frederick Wasseff negou ter tratado qualquer tema relacionado à JBS com o procurador Augusto Aras e disse que não atuou junto à PGR em nome da J&F no fim de 2019.

    A J&F informou que o escritório não representa nem se manifesta em nome da companhia junto à PGR, que os serviços prestados foram em inquéritos na esfera policial e que esses serviços foram pagos com a emissão de notas fiscais.