Lira define com líderes pautas prioritárias de votação para os próximos 15 dias

    Processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro não está no radar; destaques ficam para projetos sobre o fim dos supersalários e alterações no Código do Processo Eleitoral

    Foto: Câmara dos Deputados)

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), definiu com os líderes partidários as pautas prioritárias de votação até o fim deste semestre. Uma possível abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro não está no radar, como o próprio Lira já deixou claro, que exige “mais do que palavras”.

    Segundo Lira, entre os projetos que poderão ser votados nos próximos 15 dias estão a proposta do fim dos supersalários e alterações no Código do Processo Eleitoral. Ele também defendeu a instalação da Comissão Mista de Orçamento para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias antes do recesso parlamentar e afirmou que, se a LDO não for votada, não haverá recesso e, portanto, os trabalhos na Câmara não serão interrompidos.

    O presidente da Câmara destacou ainda que a proposta que dificulta o pagamento de verbas que ultrapassem o teto salarial do serviço público é um condicionante para a aprovação da reforma administrativa. O PL 6726/16 já passou pelo Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados desde 2018.

    A proposta normatiza as regras para o pagamento das verbas e gratificações que ultrapassem o limite constitucional, que é o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 39.293,32.

    “É necessária uma análise desse projeto por parte dos deputados, porque é uma demanda das sociedade para que se corrijam essas distorções, para que o Estado fique mais leve”, disse.

    Na quarta-feira (30), a Câmara recebeu um ‘superpedido’ de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, com 46 signatários. No pedido, partidos políticos, parlamentares e entidades da sociedade civil unifica argumentos apresentados em outras 123 solicitações da mesma natureza.

    Já nesta quinta-feira (1º), parlamentares governistas criticaram o ‘superpedido’ apresentado pela oposição, alegando que “não há fundamento, e não tem crime de responsabilidade contra o presidente”.

    Com informações da Agência Câmara de Notícias