Centrais sindicais estudam fusão para superar CUT

    A avaliação dos líderes sindicais é que Temer precisa de uma sustentação sindical capaz de se contrapor às ações da Central Única dos Trabalhadores

    Foto: Divulgação/CUT

    CUT vigilia

     

    A Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), duas das três maiores centrais do país, discutem uma fusão para criar uma entidade que supere a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT, em número de sindicatos e arrecadação.

    As conversas sobre a junção, que não haviam prosperado em outros momentos, ganharam força depois que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência da República interinamente.

    A avaliação dos líderes das organizações é de que o peemedebista precisa de uma sustentação sindical capaz de se contrapor às ações da CUT – que congrega 21% das entidades de classe do país e tem organizado mobilizações contra o governo do presidente interino.

    Juntas, de acordo com levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, Força e UGT congregariam 27% dos sindicatos e a arrecadação somada, em 2015, supera em 50% a da CUT.

    A fusão, segundo a reportagem, também é tida como instrumento de pressão para que o governo Temer não avance com uma proposta de reforma da Previdência, que estabeleça idade mínima ou aumente o tempo de contribuição previdenciária.