Secretário responsabiliza vereadores por falta de debate sobre feriado da Consciência Negra

    “Se dependesse da Prefeitura, seria feriado, mas não depende", afirma Pedro Tourinho

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Mesmo Salvador sendo a capital mais negra fora da África, o município não comemora o Dia da Consciência Negra, celebrado na última segunda-feira (20), como feriado municipal devido a limitação da quantidade folga existente na cidade. Ao comentar sobre o assunto, o secretário de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, responsabilizou a Câmara de Vereadores pela falta de debate sobre o tema. Segundo Tourinho, o Executivo está à disposição para pautar a proposta, caso, os edis entreguem algum projeto deste cunho.

    “Se dependesse da Prefeitura, seria feriado, mas não depende. Qualquer iniciativa nesse sentido, eu tenho certeza que seria prontamente aceita pelo Executivo. […]. Não, eu acho que não existe. Essa é uma discussão que é da Câmara de Vereadores”, afirmou o gestor ao bahia.ba, na manhã desta quarta (22), durante a abertura da 2ª edição do Festival Salvador Capital Afro, que acontece no Espaço Cultural da Barroquinha.

    Tourinho ainda lembrou que existe um debate sobre o assunto no âmbito federal e carta a ideia de tornar a data como feriado nacional como uma “boa solução”. “Eu até li que tem discussões federais de tornar isso um feriado nacional, o que seria uma boa solução visto que a cidade tem limitações em quatro feriados municipais por ano. Então, se tornasse uma lei nacional será a melhor solução”, concluiu.

    Salvador coleciona quatro feriados municipais: Sexta-Feira Santa, que também é feriado nacional, Corpus Christi, São João e Nossa Senhora da Conceição da Praia, e, por essa razão, impossibilita a inserção de outras datas no calendário da cidade. Recentemente, o presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), defendeu a inclusão do Dia da Consciência Negra como folga, o parlamentar sugeriu a exclusão da Sexta-Feira Santa do municipal, tendo em vista que a comemoração nacional.

    “Vamos tirar a Sexta-Feira Santa do feriado municipal já que é nacional e incluir o Dia Consciência Negra. Posso tentar mudar [como presidente da Câmara]. Posso tentar conversar com o prefeito [Bruno Reis (União Brasil)]. […]. Salvador tem a obrigação de ser. Vou trabalhar para que a gente modifique isso aí”, disse Muniz, durante participação no programa A TARDE Cast.