Base de Lula vê voto de Wagner como tentativa de ‘descolar o governo da derrota da PEC’

    Nesta quinta (23), o presidente do PT da Bahia defendeu o senador e sugeriu que o voto do 'timoneiro' do partido poderia ser estratégico

    Foto: Agência Senado

    O voto de Jaques Wagner (PT) pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) foi lido por aliados como uma tentativa de blindar o governo Lula (PT).

    Conforme Bela Megale em sua coluna no O Globo, o líder do governo no Senado surpreendeu ao se posicionar contra a orientação do Partido dos Trabalhadores, mas senadores da base governista avaliam que a jogada visou “descolar o governo da derrota da PEC”, que acabou aprovada por 52 votos.

    Ainda de acordo com a publicação, o movimento de Wagner se deu para sinalizar que o Executivo não tinha envolvimento com a PEC, embora nos bastidores o Palácio do Planalto tenha torcido e trabalhado discretamente pela derrota do projeto.

    Presidente do PT da Bahia, Éden Valadares saiu em defesa de Jaques Wagner na manhã desta quinta-feira (23). Ele reforçou a confiança no “timoneiro” do partido e sugeriu que o voto teria sido estratégico. “Se [Wagner] fez, tem suas razões e eu apoio. Quem sabe, daqui a um tempo, dias, semanas, meses, a gente não perceba ou enxergue a jogada que ele está fazendo? Sempre foi assim. Wagner pensa muito à frente do nosso tempo e nele eu confio”, argumentou o dirigente partidário.