Morre Marcelo VIP, golpista que enganou famosos e inspirou filme com Wagner Moura

    Famoso golpista virou personagem de um dos casos mais famosos do país

    Foto: Reprodução/Redes Sociais @marcelovipsoficial

    Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido como Marcelo VIP, morreu nesta terça-feira (10), aos 49 anos, em Curitiba. Ele ganhou notoriedade nacional por enganar o público ao longo de décadas com golpes ousados e farsas que envolveram figuras públicas e empresas de grande porte, chegando até a render um filme estrelado por Wagner Moura.

    O episódio mais famoso ocorreu em 2001, quando Marcelo se passou por Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, durante uma festa no Recife. O golpista chegou a conceder entrevistas como se fosse o empresário, enganando celebridades como Amaury Jr., Marcos Frota, Carolina Dieckmann e Ricardo Macchi. A repercussão se estendeu para fora do país e lhe rendeu a fama de mestre da fraude.

    Marcelo VIP morreu devido a complicações de uma cirrose hepática. Ele estava internado em um hospital na cidade de Joinville (SC). A informação da morte foi confirmada por seu amigo e advogado, Nilton Ribeiro.

    Foto: Reprodução/Redes Sociais @nilton.ribeiroadv

     

    História de cinema

    A vida de Marcelo virou inspiração para o cinema com o lançamento de “VIPs – Histórias reais de um mentiroso”, em 2011, estrelado por Wagner Moura. Na época das filmagens, ele ainda cumpria pena na Penitenciária Central do Estado, permanecendo detido por quatro anos antes de conseguir a progressão de regime, que foi cumprida inicialmente em casa com monitoramento eletrônico.

    Foto: Divulgação

     

    Sua trajetória foi marcada por repetidas prisões e fugas audaciosas. Ao longo da vida, o famoso golpista acumulou condenações por estelionato, falsidade ideológica, roubo de avião e associação ao tráfico. Estima-se que tenha sido detido pelo menos 12 vezes e protagonizado seis fugas do sistema prisional. Após deixar a cadeia pela última vez, Marcelo tentou reconstruir a carreira como palestrante e escritor.

    Em outros episódios fraudulentos, ele fingiu ser guitarrista da banda Engenheiros do Hawaii e até mesmo representante do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma rebelião.