Publicado em 20/04/2026 às 10h53.

MPF investiga impactos da Refinaria de Mataripe em comunidades tradicionais

Inquérito civil apura danos socioambientais em São Francisco do Conde

Raquel Franco
Foto: Acelen/Divulgação

 

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou recentemente um inquérito civil para investigar os impactos socioambientais gerados pelas operações da Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano. O objetivo central é apurar como as atividades da planta industrial estão afetando as comunidades tradicionais vizinhas à unidade.

Segundo informações publicadas pela coluna de Robson Bonin, na Veja, a investigação ganhou contornos de maior relevância após a privatização da refinaria. O ativo, que anteriormente pertencia à Petrobras (antiga RLAM), agora é gerido pelo grupo Mubadala Capital, por meio da Acelen.

O órgão fundamenta a abertura do inquérito em diretrizes constitucionais que visam proteger o patrimônio público e os interesses sociais. 

A apuração busca verificar se a transição de gestão e as operações atuais respeitam os direitos territoriais e ambientais de pescadores, marisqueiras e quilombolas da região.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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