Publicado em 13/06/2026 às 17h48.

Fiscalizações afastam mais de 4 mil crianças e adolescentes do trabalho infantil no país

Resgate desse contingente de menores foi o resultado direto da execução de 10.234 operações de fiscalização em campo

Redação
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O Ministério do Trabalho e Emprego informou que 4.318 crianças e adolescentes foram retirados de situações de exploração e trabalho infantil ao longo de todo o ano de 2025. O balanço estatístico oficial foi apresentado nesta sexta-feira (12), em alinhamento com as ações institucionais que marcam o Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

De acordo com os dados consolidados pela pasta federal, o resgate desse contingente de menores foi o resultado direto da execução de 10.234 operações de fiscalização em campo. O indicador operacional representa o maior volume de vistorias e inspeções registrado pelo ministério nos últimos dez anos no enfrentamento a essa vertente de violação de direitos humanos.

O esforço fiscalizatório das equipes de auditoria fiscal do trabalho manteve o ritmo no primeiro quadrimestre de 2026, período no qual outras 1.108 crianças e adolescentes foram afastados de atividades laborais consideradas inteiramente irregulares pela legislação nacional.

O relatório técnico do ministério acende um alerta sobre a periculosidade das funções desempenhadas, revelando que mais de 70% dos casos identificados tanto em 2025 quanto no início deste ano concentravam-se nas chamadas Piores Formas de Trabalho Infantil, que oferecem riscos severos à saúde, à integridade física, à segurança e ao pleno desenvolvimento psicológico dos jovens.

O mapeamento geográfico desenhado pelo Ministério do Trabalho evidenciou que a prática ilícita atinge diferentes regiões do território nacional. No acumulado de 2025, os estados que lideraram o ranking em volume absoluto de afastamentos foram Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

No recorte parcial dos primeiros quatro meses de 2026, as malhas de fiscalização registraram maior incidência e concentração de ocorrências nos estados de Minas Gerais e São Paulo, seguidos por Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo.

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