Publicado em 03/04/2017 às 09h03.

Violência explode: homicídios crescem quase 25% em Salvador e RMS

Dados da SSP-BA apontam que, em março, ao menos seis pessoas por dia foram assassinadas na capital e região metropolitana

Jaciara Santos
Imagem ilustrativa
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O índice de homicídios em Salvador e região metropolitana aumentou quase 25% em março, comparado ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registrados 193 assassinatos ao longo do mês – média pouco acima de seis casos por dia. No mesmo espaço de tempo, em 2016, houve 155 ocorrências do tipo, um aumento porcentual de 24,5%.

Apesar do indicador preocupante, não houve qualquer manifestação das autoridades de segurança pública a respeito. Pelo contrário. Em sua aparição pública mais recente, para deputados estaduais, o titular da SSP-BA, delegado federal Maurício Teles Barbosa, comemorou os dados referentes à redução nos roubos a bancos: de 28, em 2016, para 21, em 2017. Sobre o recrudescimento dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em Salvador e RMS, nem uma palavra.

Na mesma manhã em que parlamentares e integrantes do governo festejavam o “acerto” da política de combate à violência, com base nos sete casos a menos de roubo a banco, os indicadores não paravam de rodar: no bairro de Sete de Abril, região do Miolo de Salvador, mais um homicídio era registrado.

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Ranking – Sete de Abril, aliás, está entre os bairros campeões de homicídios na capital baiana em março. Com cinco ocorrências, ocupa a terceira posição no ranking dos dez mais, atrás de Águas Claras (sete casos) e Pernambués (seis).

Em disputa palmo a palmo com Salvador os índices de letalidade, a RMS contabilizou um total de 72 mortes violentas em março. Camaçari – sede e localidades – puxa a fila com 18 registros. Logo atrás, Simões Filho, com 15, e Lauro de Freitas, com 14.

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Em confirmação à tendência reconhecida por especialistas, a maioria das mortes foi registrada entre jovens e adolescentes. Na faixa dos 16 aos 28 anos, foram contabilizadas 76 vítimas. Como em 57 dos casos a idade não foi informada no boletim da SSP-BA, o número real de mortos na faixa etária tende a se ampliar. Além de jovem e de morar em bairros incluídos no mapa da pobreza, o perfil das vítimas inclui a predominância de gênero: 179 são do sexo masculino, o equivalente a 94,7% do total.

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Na maior parte dos crimes (75% das ocorrências), algum tipo de arma de fogo foi utilizado. Em nove registros, o equivalente a menos de 5%, foram usadas armas brancas – facas, principalmente. Algumas das mortes não tiveram a causa estabelecida no local e só seriam definidas em exames periciais.

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