‘Não acho que os médicos vão ser trocados por IA’, diz Drauzio Varella

    Médico declarou que aqueles com boa formação vão usar a IA como ferramento aliada e destacou avanços na pesquisa científica

    Foto: Marcos Flávio / bahia.ba

    O médico Drauzio Varella participou, nesta quinta-feira (15), da inauguração da Faculdade Santa Dulce, em Salvador, e comentou o impacto da inteligência artificial (IA) na medicina. Para ele, a tecnologia não irá ocupar o lugar dos profissionais de saúde, mas funcionará como uma ferramenta de apoio ao atendimento e ao desenvolvimento científico.

    “Você tem duas visões no meio da classe médica. Alguns acham que a inteligência artificial veio para substituir o médico, que o médico vai ser trocado por esses programas de inteligência artificial. Acho que não”, afirmou Drauzio Varella. 

    Médico compara IA a outras inovações tecnológicas

    Ao explicar sua visão, o médico disse acreditar que a inteligência artificial pode contribuir para o trabalho dos profissionais, assim como ocorreu com a chegada de outras tecnologias, como o computador e a televisão. “Eu tenho uma visão mais otimista. Eu acho que a inteligência artificial veio para ajudar. Quando surgiu o computador, era assim […] Quando surgiu a televisão, eles diziam que ia acabar com a sociedade, a televisão. E o computador foi a mesma coisa”, lembrou o médico.

    Drauzio destacou que profissionais poderão utilizar a inteligência artificial para apoiar o atendimento aos pacientes e facilitar estudos. “Mas os médicos com boa formação vão saber utilizar a inteligência artificial”, disse.

    Tecnologia pode ampliar acesso à pesquisa científica

    Segundo Drauzio, a ferramenta permite localizar informações e consultar publicações científicas com mais rapidez, reduzindo o tempo necessário para encontrar artigos e revistas especializadas. O médico afirmou que a tecnologia representa um avanço para a pesquisa e para a atualização dos profissionais de saúde.

    “Você tem programas hoje que fazem uma síntese da literatura científica, o que eu fazia antes, indo procurar nas revistas, achar uma, não achar outra e tudo, hoje a inteligência artificial te dá esses dados. E isso é um avanço enorme”, declarou.