Lula celebra fim da escala 6×1: ‘direito de descansar’

    Presidente participa de ato histórico pela extinção da escala 6x1

    Lula
    Foto: Ricardo Stuckert

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta sexta-feira (16) durante a solenidade que marcou a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 no Brasil. Durante a cerimônia, o petista ironizou as críticas sobre os avanços dos direitos trabalhistas. “Para trabalhador, férias levam à bebida; para rico, a Paris”, disse.

    “Por que o trabalhador fica em casa? Porque, quando tira férias, não tem dinheiro para viajar. Ele vai encher uma laje na casa do amigo, vai cavar um poço na casa do amigo, vai fazer o encanamento na casa do amigo, vai fazer a parte elétrica da casa do amigo. Ou seja, o povo trabalhador vive se virando o tempo inteiro e nunca tem tempo de viajar. Nunca tem dinheiro para viajar. Mas isso não tira dele o direito de descansar”, afirmou o presidente.

    Enquanto esteve em tramitação, a proposta que reduz a jornada de trabalho foi alvo de diversos ataques. A oposição ao governo Lula, liderada pelo PL, manifestou preocupação com possíveis efeitos no mercado.

    Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro votou pelo fim da escala 6×1 após avaliação da campanha. Lula afirmou que na história da política brasileira “toda vez que a sociedade conquista alguma coisa, aparece uma turma de um segmento da sociedade que não concorda, dizendo que não vai dar certo”.

    Vitória do governo Lula

    Buscando uma virada histórica no segundo turno, a confirmação da PEC é uma vitória para Lula, que adotou o fim da escala 6×1 como uma das principais bandeiras da campanha em busca da reeleição. A solenidade ocorre nove dias antes do segundo turno das eleições gerais, marcado para o dia 25 de outubro.

    A promulgação feita pelo Congresso garante que a PEC seja transformada em uma emenda constitucional, dando início ao período de contagem para a transição. A mudança afeta a rotina dos trabalhadores que cumprem seis dias de trabalho e apenas um de descanso.

    A aprovação no Senado ocorreu na última quarta-feira (14). A mudança de carga horária será implementada de maneira gradual, caindo de 44 para 42 horas inicialmente, com dois dias de descanso semanal remunerado. Após o período de transição, o limite de 40 horas semanais será aplicado.