Publicado em 17/03/2021 às 09h40.

Bahia tenta importar insumos para evitar colapso por falta de oxigênio no interior

Governador Rui Costa admitiu que alguns municípios enfrentam gargalo para abastecimento; hospitais estaduais não correm risco

Alexandre Santos
Governador Rui Costa - Divulgação/Secom
Governador Rui Costa – Divulgação/Secom

 

O governador Rui Costa (PT) afirmou na manhã desta quarta-feira (17) que os hospitais estaduais não correm o risco de sofrer um “apagão” por falta de oxigênio para pacientes com Covid-19, como ocorreu no norte do país, especialmente no Amazonas. Ele admitiu, no entanto, que há possibilidade de desabastecimento nas cidades do interior.

Em entrevista à RecordTV Itapoan, o governador reconheceu que municípios como Cipó, Queimadas e Valente estão em situação crítica diante da escassez do insumo. Mas disse que, diante da falta do material no Brasil, a gestão estadual tem buscado o mercado internacional para tentar resolver o problema.

“Na rede estadual nós não temos esse problema, porque nós temos grandes as empresas estão abastecendo esses grandes reservatórios. Estão nos não temos risco algum nos hospitais estaduais. Só que nós temos uma rede de quase 400 hospitais municipais, que, no funcionamento normal, demandam pouco oxigênio, já que a maioria deles faz cirurgias de baixo impacto, de baixa complexidade e, portanto, não demandam oxigênio nesse volume. Só que, como todas essas unidades estão com pacientes com covid recebendo suporte ventilatório, eles aumentaram muito o consumo”, disse Rui Costa.

De acordo com o governador, diferentemente da capital, os municípios do interior enfrentam um gargalo logístico.

“Nós temos poucos cilindros e poucos lugares de abastecimento. E também as empresas não têm garantindo a entrega desses cilindros, esse é um problema. Nós estamos buscando até a compra de cilindros. Não tem no mercado brasileiro. Estamos buscando internacionalmente. E estamos tentando também o que o pessoal chama também de usina de oxigênio, que tem funcionando aqui em algum hospital. É aquela produção própria de oxigênio com um equipamento grande. Estamos buscando na Alemanha, na Europa, na China. Se a gente conseguir algum pra importar, vamos importar pra poder botar em alguns pontos do estado pra encher esses cilindros”, afirmou.



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