Citada por Pontes, nitazoxanida é testada em humanos em 3 países

    Egito, México e EUA também avaliam tratamento; eficácia em humanos ainda é desconhecida

    Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Droga de baixo custo e que pode vir a ser usada no tratamento de infectados pelo novo coronavírus, citada como uma aposta pelo ministro da Ciência, Marcos Pontes, a nitazoxanida já é usada em testes com humanos nos Estados Unidos, Egito e México – onde as pesquisas estão em fase considerada avançada pelos cientistas.

    As informações, segundo a Folha de S. Paulo, estão registradas na base internacional Clinical Trials, que reúne informações sobre experimentos em pacientes no mundo inteiro. No Brasil, a substância foi mapeada por meio de inteligência artificial e biologia computacional em meio a 2.000 fármacos pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) e testada em células isoladas no Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    O medicamento, que ainda não tem qualquer eficácia comprovada em humanos, de acordo com o ministro – que chegou a fazer mistério acerca do remédio – 500 pacientes em sete hospitais (cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília) participarão dos experimentos.

    A provável nova aposta para tratar a Covid-19, contudo, não empolga nem o laboratório produtor, a Farmoquímica, que desenvolve paralelamente outra pesquisa em busca de resultados concretos no combate à pandemia.

    Em entrevista ao portal Uol, o médico Vinícius Blum, da Farmoquímica,  explicou que as pesquisas capitaneadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia são totalmente diferentes dos estudos que vêm sendo feitos pela empresa com a substância

    No Egito e no México, os testes têm sido feitos de modo combinado com outros medicamentos, a exemplo da própria cloroquina e hidroxicloroquina. Na última etapa do experimento, chamada fase 4, o México já praticam ensaios que coletam informações adicionais sobre a segurança, eficácia ou uso ideal de uma substância.