Publicado em 15/04/2020 às 17h42.

Em Salvador, impressoras 3D produzem protetores para profissionais de saúde

A iniciativa reúne voluntários de diversos locais da Bahia na confecção do equipamento de proteção individual

Redação
Foto: Bruno Concha/Secom
Foto: Bruno Concha/Secom

 

Duas impressoras 3D cedidas pela prefeitura produziram 50 protetores faciais para que os profissionais de saúde possam se proteger do novo coronavírus. De acordo com a gestão municipal, os equipamentos, que pertencem às Escolas Laboratórios (Escolabs), em Coutos e na Boca do Rio, foram emprestadas ao projeto Face Shield for Life 3D.

A iniciativa reúne voluntários de diversos locais da Bahia na confecção do equipamento de proteção individual. Os equipamentos foram cedidos por empréstimo há quase três semanas, por meio de uma ação conjunta entre as secretarias de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis) e Educação (Educação).

Agora, as impressoras estão na casa do instrutor automotivo Jordan Gasperazzo, 34 anos, morador do Dois de Julho. Ele já vinha confeccionando os protetores faciais com uma impressora própria e, com o acréscimo de mais duas máquinas, conseguiu triplicar a produção.

O Face Shield for Life 3D conta atualmente com 61 makers, como são chamados os responsáveis diretos pela fabricação do equipamento de proteção individual (EPI) . O projeto é gerido por um professores e pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica (EBMSP), Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC).

No total, e em menos de dois meses, foram impressos quase 3 mil protetores faciais, sendo que 2,6 mil desses já foram entregues, sem custos, à rede pública de saúde. Cem unidades, por exemplo, foram destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Salvador.

Como é feito
O protetor é produzido a partir da tecnologia de impressora 3D e serve para proteger a região dos olhos, que ficam descobertos quando o profissional de saúde usa apenas a máscara N95. Os produtos são feitos de polímero, matéria-prima utilizada na impressora 3D para produzir as peças de encaixe. O visor é feito de acetato.

O produto atende às normas estabelecidas pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 356, de março deste ano. Após impressão das máscaras protetoras pelos makers, os dispositivos passam por processo de higienização e são entregues às unidades de saúde pertencentes ao sistema público.

Para ajudar no custeio da produção, o grupo Face Shield for Life 3D organizou uma “vaquinha” na internet. As doações podem ser feitas através do site do projeto, no endereço.

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