Publicado em 13/12/2020 às 14h30.

Ministério alega que pesquisadores citados não tinham poder de decisão

Cientistas citados no plano de vacinação informaram que não foram consultados sobre texto enviado ao Supremo

Redação
General Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde (Foto: Alan Santos/PR)
Foto: Alan Santos/PR

Em resposta a cientistas que afirmaram não terem sido consultados sobre o plano de vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde afirmou neste domingo (13), em nota, que os especialistas “não tinham qualquer poder de decisão”. O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal no sábado. Neste domingo, 36 cientistas afirmaram que só ficaram sabendo do teor do plano por meio da imprensa.

Segundo o ministério, os profissionais indicados pelo Programa Nacional de Imunizações atuaram como “convidados especiais” nos debates sobre o plano de vacinação contra a covid-19. Segundo a pasta, o papel dos especialistas era de “cunho opinativo” sobre o plano apresentado ontem.

O ministério também rebate críticas do grupo de especialistas, que manifestaram preocupação com a retirada de grupos prioritários, como os presidiários. O Ministério da Saúde respondeu que todo plano de vacinação precisa elencar um grupo de pessoas mais vulneráveis, mas afirmou que outros grupos poderão ser imunizados após as fases iniciais do programa.

O plano apresentado na véspera contempla na primeira fase de vacinação os idosos de 75 anos e mais, profissionais de saúde, idosos de 60 ou mais institucionalizados e a população indígena. Já as demais fases incluem as pessoas de 69 a 74 anos, indivíduos com comorbidades, professores, trabalhadores das forças de segurança e salvamento, e os funcionários do sistema prisional.

Outra crítica à proposta do ministro Eduardo Pazuello se refere à não especificação de uma data para início da imunização, que pode demorar mais de seis meses.Na nota, o ministério alegou que não apresentou uma data exata para a vacinação porque não há ainda no mercado nacional “uma vacina eficaz e segura”, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com informações do Terra.

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