River Plate sua a camisa e vai à final do Mundial de Clubes
O time argentino venceu campeão japonês Sanfrecce Hiroshima
Foi sofrido, como os argentinos gostam, mas o River Plate garantiu vaga na final do Mundial de Clubes nesta quarta-feira (16). Em Osaka, a equipe teve uma atuação bem abaixo do esperado, viu o Sanfrecce Hiroshima dominar o primeiro tempo e criar as principais chances da partida, mas arrancou a vitória por 1 a 0 na bola parada, para delírio dos fanáticos torcedores que invadiram o Japão.
O incentivo dos cerca de 15 mil torcedores que foram ao país serviu como um empurrão ao River, que se viu extremamente pressionado pelos atuais campeões japoneses em certo momento do primeiro tempo mas confirmou o favoritismo e agora espera para conhecer seu adversário na decisão de domingo, em Yokohama. Provavelmente será o poderoso Barcelona, que encara o Guangzhou Evergrande de Felipão, Paulinho e Robinho nesta quinta-feira (17).
Se ainda está vivo no torneio, em busca de seu segundo título mundial – o outro aconteceu em 1986 -, o River deve muito ao goleiro Barovero, que fez ao menos três defesas importantíssimas nos primeiros 45 minutos. Na etapa final, o time argentino controlou melhor a partida e arrancou o gol da vitória com Alario, de cabeça.
O jogo – O River Plate foi dono do jogo nos primeiros 20 minutos, controlou a posse de bola, mas encontrou extrema dificuldade para furar a retranca japonesa. Dependeu de bolas aéreas e da marcação por pressão na saída de bola do adversário para criar alguma ameaça ao adversário, mas nada que colocasse em risco a meta defendida pelo coleiro Hayashi.
A partir dos 21 minutos, no entanto, o jogo mudou. O Sanfrecce chegou ao ataque pela primeira vez e percebeu que o gigante do outro lado não era inatingível. Logo aos 25, a equipe japonesa criou a primeira grande chance. Minagawa recebeu lançamento perfeito, saiu de frente para Barovero e encheu o pé, mas o goleiro se esticou para espalmar.
O lance assustou o River, e o Sanfrecce se animou. Somente sete minutos depois, os japoneses pararam em Barovero mais uma vez, quando Chajima recebeu pela esquerda em rápido contra-ataque, invadiu a área e deu belo corte na zaga antes de bater.
O goleiro argentino se transformava no grande nome do primeiro tempo e voltaria a salvar o River aos 39. Aoyama deu passe perfeito dentro da área para Minagawa, que não ajeitou muito bem, mas conseguiu girar rápido e fazer bela finalização. Barovero voou e impediu o primeiro gol.
Marcelo Gallardo deve ter dado uma dura bronca em seus comandados no intervalo, porque eles voltaram diferentes e criaram a primeira boa chance da equipe na partida logo aos dois minutos da etapa final. Mercado bateu cruzado, a bola passou por todo mundo e chegou a Alario, que a recolocou na área. Mora bateu firme, mas jogou por cima.
O Sanfrecce seguia assustando nos contra-ataques, mas já não criava grandes oportunidades. Do outro lado, o River esbarrava na própria fragilidade técnica, mas apostava nas bolas paradas. E foi assim que marcou o gol da vitória. Aos 26, Viudez bateu falta para a área, Hayashi saiu mal e dividiu com Maidana. A sobra ficou para Alario, que cabeceou para a rede.
O gol desanimou o Sanfrecce, que se desorganizou e só ameaçou nos minutos finais no desespero, com jogadas aéreas. Já o River ainda teve uma última grande chance para ampliar, com Mora, mas não era necessário. A vaga já estava nas mãos dos argentinos.
FICHA TÉCNICA:
SANFRECCE HIROSHIMA 0 X 1 RIVER PLATE
SANFRECCE HIROSHIMA – Hayashi; Sasaki, Shiotani e Chiba; Aoyama, Kazu, Chajima (Sato), Kashiwa (Mikic) e Shimizu; Douglas e Minagawa (Asano). Técnico: Hajime Moriyasu.
RIVER PLATE – Barovero, Mercado (Mayada), Maidana, Balanta e Vangioni; Kranevitter, Carlos Sánchez, Ponzio (Lucho González) e Pisculichi (Viudez); Mora e Alario. Técnico: Marcelo Gallardo.
GOL – Alario, aos 26 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Jonas Eriksson (Fifa/SUE).
CARTÕES AMARELOS – Chiba, Kashiwa, Shiotani, Kazu (Sanfrecce Hiroshima); Mercado, Balanta (River Plate).
RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.
LOCAL – Estádio Nagai, em Osaka (Japão).
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