Publicado em 18/06/2026 às 12h40.

Deputado pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

Pedido no STF tenta barrar renovação de benefício que será analisado no dia 25

Pevê Araújo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em ofício, o parlamentar citou a arma que foi encontrada durante uma blitz em Brasília registrada como propriedade do ex-presidente.

A arma foi apreendida em posse de um militar e seria levada para reparo. Com documentação regular, a pistola foi recolhida pela Polícia Civil porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo.

Lindbergh Farias disse por meio de ofício que a manutenção de uma arma de fogo no lugar de cumprimento de custódia por Jair Bolsonaro seria incompatível com o benefício concedido pelo STF.

“A prisão domiciliar continua sendo prisão. A residência, enquanto durar a medida, não é apenas domicílio privado: é o espaço definido judicialmente para o cumprimento da custódia. Por isso, deve ser compatível com as finalidades da execução penal, com a segurança pública e com a autoridade da condenação”, afirmou Lindbergh, que também é vice-líder do governo na Câmara.

De acordo com o deputado, o episódio deveria ser considerado um impeditivo para a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, que será reavaliada no próximo dia 25, após prazo de 90 dias.

Em documento enviado ao STF nesta quarta-feira, a defesa de Bolsonaro reconheceu o pedido de ajuda ao militar que estava com a arma e que a pistola estava inoperante descartando qualquer risco á segurança do ex-presidente.

Ainda segundo a defesa, Bolsonaro percebeu que o mecanismo de disparo não estava funcionando regularmente e solicitou que um dos seus seguranças pessoais levasse a arma para o conserto.

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