Augusto Vasconcelos critica PL de Aleluia sobre vacinação: Retrocesso e não será aprovado

    Vereador, que será o próximo líder da bancada de oposição, disse ao bahia.ba que "a Câmara precisa de projetos que incentivem a vacinação, não o contrário"

    Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

    Futuro líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), em entrevista ao bahia.ba nesta sexta-feira (17), se manifestou contrário ao Projeto de Lei (PL) apresentado pelo colega de Casa, Alexandre Aleluia (DEM), no qual propõe a proibição da exigência de comprovante de vacinação em estabelecimentos privados, inclusive estabelecendo multa de até R$ 100 mil para quem descumprir a norma. Para ele, a proposta é um “um retrocesso” e a bancada vai lutar para impedir a sua aprovação.

    “Não acredito que o PL seja aprovado, até porque seria negar a ciência e a importância da vacina para a retomada da economia da cidade. Esse projeto é um retrocesso e nós vamos lutar para impedir a sua aprovação. Eu, inclusive, apresentei um Projeto de Indicação para que os bancos também exijam comprovante de vacinação, para que as pessoas possam adentrar nas agências, tendo em vista que são locais de alto índice de contaminação, já que são locais fechados. Os negacionistas tentam, mas a maior parte da população quer a vacina. Isso está provado em pesquisas. São atitudes contraditórias, geradas pelas atitudes do presidente da República, que estimula esse tipo de postura fundamentalista”, afirmou Augusto.

    O vereador também disse que Aleluia não faz questão de esconder que se baseia no que o presidente Jair Bolsonaro fala e que a Câmara precisa de projetos que incentivem a vacinação, não o contrário.

    “O vereador se baseia muito no que o presidente fala. Não tenho dúvida disso. Ele mesmo diz isso publicamente. E eu acho que nós precisamos rechaçar essas medidas porque negar a possibilidade de você ter mais controle significa colocar em risco a saúde da população, inclusive os empregos, pois se nós não avançarmos na vacinação, teremos sérias dificuldades econômicas, a exemplo da suspensão ou falta de definição sobre o Carnaval. Tudo isso devido a uma parcela da população que não se vacinou. Nós precisamos de projetos que estimulem a vacinação, quem ampliem o alcance, como acontece em várias partes do mundo. O que ele está propondo é um retrocesso e que não será aprovado, pois confio que a maioria da Câmara vai se pautar pela ciência”, concluiu o vereador.

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