Jaques Wagner relembra ataques de 8/1 e alerta juventude sobre ameaças à democracia
Senador baiano também exalta a resistência das instituições republicanas contra atos golpistas em Brasília

O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez uma defesa do regime democrático e relembrou os episódios de violência que marcaram a história recente do país. Durante participação em mais uma participação edição do Programa de Governo Participativo (PGP), o parlamentar traçou uma linha do tempo desde o fim do regime militar para alertar as novas gerações sobre a necessidade de vigilância constante em relação às liberdades civis, classificando as instituições brasileiras como fundamentais para frear arroubos autoritários.
O petista buscou na história recente do país os fundamentos para a sua reflexão.
“Tivemos o primeiro presidente da República [civil após a ditadura] que foi Tancredo Neves, ele faleceu e quem assumiu a presidência foi José Sarney. Eu estou botando isso para vocês porque não tem nada melhor do que a nossa liberdade, não tem nada melhor do que a democracia, e graças a Deus nós hoje vivemos uma democracia desde 1985, são 41 anos”, contabilizou Wagner.
Apesar do período de estabilidade, o senador enfatizou que o país testemunhou riscos severos após o último pleito presidencial.
“A gente tem que ficar atento que, depois que o Lula ganhou a eleição de 2022 e tomou posse no dia primeiro de janeiro de 2023, uma semana depois, no dia 8 de janeiro de 2023, os caras tocaram o terror em Brasília. Quebraram o Palácio do Planalto, que é a sede do governo, quebraram a sede do Congresso e quebraram a sede do Poder Judiciário. Felizmente, as instituições brasileiras resistiram e nós não tivemos o retorno de um governo ditatorial e autoritário”, pontuou o parlamentar.
PGP como antídoto ao autoritarismo
Como contraponto ao extremismo político, Jaques Wagner apresentou o Programa de Governo Participativo (PGP) como um exercício pedagógico de escuta popular e fortalecimento da cidadania. Ele detalhou a capilaridade das agendas que a base aliada vem promovendo em todo o território baiano para subsidiar as próximas diretrizes do plano de desenvolvimento do estado.
O senador explicou a dinâmica e as metas das plenárias.
“Hoje aqui a gente está em um exercício de democracia participativa. Nós já fizemos pelo interior 13 etapas do programa de governo participativo. E vamos fazer mais 14, porque são 27 no interior. Na capital, nós já fizemos a primeira em Periperi, a segunda aqui, e vamos fazer mais três”, enumerou o líder petista.
Wagner concluiu o pronunciamento criticando o modelo tradicional de formulação de políticas públicas, feito de forma isolada por técnicos em gabinetes fechados. Para o senador, o “time de Lula e Jerônimo” se diferencia justamente por trazer a comunidade para o centro das decisões orçamentárias e de planejamento.
“O Jerônimo podia reunir os seus secretários em um gabinete com ar-condicionado e escrever o programa de governo para a Bahia de 2027 até 2030. Mas nós pensamos de uma forma diferente. Vocês conhecem o ditado popular que diz que quem sabe onde o sapato aperta é o dono do calo. Quem sabe onde está a goteira no telhado é quem dorme debaixo do telhado. Então, em vez da gente ficar no gabinete para escrever o programa de governo do Jerônimo para o próximo período, nós vamos ouvir quem está falando. Eu acredito seguramente que nós vamos ganhar a eleição na Bahia e no Brasil”, finalizou Jaques Wagner.
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