Publicado em 06/07/2017 às 17h10.

Limpurb inicia programa de demissão voluntária, mas nega crise

Presidente da empresa, Kaio Moraes declarou, em entrevista ao bahia.ba, que o PDV acompanha uma "mudança na gestão"; economia deve ser de R$ 70 mi em 4 anos

Fernanda Lima
Foto: Secom/Prefeitura de Salvador
Foto: Secom/Prefeitura de Salvador

 

A Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb) decidiu instituir o Programa de Desligamento Voluntário (PDV), segundo decisão publicada na edição desta quinta-feira (6) do Diário Oficial do Município. O presidente da companhia, Kaio Moraes declarou, em entrevista ao bahia.ba, que a medida acompanha um “momento de mudança na gestão”.

O anúncio veio em um período de contenção de gastos da empresa. O prefeito de Salvador, ACM (Neto), determinou, no dia 14 de junho, que a concessão do lixo da cidade será de cinco anos – antes, a previsão era de 20 anos.

“Quando cheguei na Limpurb, o regimento interno dizia que a Limpurb promovia a limpeza da cidade. Hoje, a realidade é outra: a força motora não é mais o gari (empregado público), mas os terceirizados. São 3,8 mil terceirizados em média, diante de aproximadamente 220 garis”, disse à reportagem.

Moraes negou, no entanto, que a determinação tenha sido reflexo da crise. “A Prefeitura de Salvador deve gastar R$ 30 milhões para pagar todos os funcionários, com todos os direitos, tudo certinho”, justificou, ao afirmar que a medida é também “um investimento”.

O Executivo municipal deve economizar R$ 70 milhões em quatro anos com a medida, conforme finalizou o gestor ao portal.

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