Publicado em 11/08/2020 às 20h40.

Ministério da Justiça entrega ao Congresso suposto material sobre servidores

Relatório sigiloso elaborado pela pasta identifica servidores como membros do movimento antifascismo e opositores a Bolsonaro

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O Ministério da Justiça informou que entregou à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, nesta terça-feira (11), informações sobre o relatório sigiloso de quase 600 servidores públicos identificados como membros do movimento antifascismo e opositores a Jair Bolsonaro. Em nota, a pasta se referiu ao material entregue como “informações e documentos necessários para a realização de atividade de controle e fiscalização externos da atividade de inteligência”.

De acordo com informações do G1, o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad, foi assinado um termo de confidencialidade após a entrega dos arquivos, que incluiria o referido dossiê. A expectativa é que os integrantes da comissão tenham acesso ao documento a partir da próxima terça-feira (18), quando voltar da missão de brasileira de ajuda ao Líbano.

A existência do relatório foi revelada por reportagem do UOL. Logo em seguida, o ministro André Mendonça determinou a abertura de sindicância para apurar as circunstâncias de elaboração do documento. O então diretor do órgão, Gilson Libório, foi substituído.

Na última sexta-feira (7), Mendonça participou de reunião da comissão, por videoconferência, para prestar esclarecimentos sobre as atividades de inteligência desenvolvida pelo setor. Na nota enviada à imprensa, o ministério disse que Mendonça respondeu a todas as perguntas formuladas pelos parlamentares na ocasião e reafirmou não admitir qualquer ato ou conduta à margem da Constituição ou das normas que orientam a atividade de inteligência.