Publicado em 30/03/2020 às 11h48.

Covid-19: produtos chegam a dobrar de preço em feirinhas e mercadinhos

O preço de alimentos considerados essenciais na mesa do consumidor disparou nos últimos dias

Rayllanna Lima
Foto: Romildo de Jesus
Foto: Romildo de Jesus

 

O preço de alimentos considerados essenciais na mesa do consumidor disparou nos últimos dias. O ovo, por exemplo, que antes a placa era encontrada em feirinhas e mercadinhos a R$ 9, agora custa R$ 17. O limão, poderoso em vitamina C, foi um dos produtos que chegou a dobrar de preço.

“Boa parte dos que tiveram grande alta ajuda a imunizar o organismo, em tempos de coronavírus. Limão, laranja, cenoura, tudo subiu. O preço do limão dobrou. Era R$ 2,50 e agora tá por R$ 5”, disse o feirante que trabalha no Mercado Sete Portas, Marcelo Andrade, de 45 anos. 

De acordo com ele, o valor de muitos produtos começou a subir após a corrida dos baianos aos centros de compra logo quando começou a ser adotado o isolamento social em Salvador, como medida de prevenção contra o novo coronavírus (Covid-19). 

“Teve muito aumento também em produtos que o povo estocou. É a lei da oferta e da procura. A gente vai lá na Ceasa [Centro de Abastecimento de Salvador], às vezes pede mais quantidade, eles mandam menos. Quando falei do preço do ovo, o rapaz de lá me disse que só o povo deixando de comer para baixar. Como vão deixar de comer se está todo mundo em casa? Mas vamos encontrar uma solução e sair logo disso”, desejou.

Tendo o feijão como carro-chefe de suas vendas, André Conceição, 38 anos, revelou à reportagem que a saca do feijão fradinho, que antes era comprada por R$ 120, agora sai a R$ 220. A do mulatinho, de R$ 250, está por R$ 360. O quilo dos dois produtos na feira, vendidos anteriormente por R$ 5 e R$ 6, respectivamente, tiveram alta de R$ 1. O preço pode subir ainda mais nos próximos dias, segundo André.

“Segundo eles da Ceasa, tem muita coisa faltando. No caso do feijão, juntou também que esse é o período de plantio. Com esse problema do coronavírus deve ter ficado pior. Mas a gente sabe que a maioria deles aproveita e aumenta. Tem estoque de mercado mais velho, não tinha necessidade de aumentarem. Com isso, teve mercadoria que não comprei. Não adianta comprar mais caro para o povo não comprar”, afirmou, no domingo (29).

Em outros mercadinhos percorridos pela reportagem, foi possível também identificar aumento no valor dos produtos. Os mais significativos ficaram concentrados no ovo e no feijão. Da Tribuna da Bahia.

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