Apesar de prerrogativas, líder da prefeitura defende intervenção: ‘Necessária’

    "Quem precisa trabalhar, comprar remédio ou ir no mercado não pode ficar sem transporte. Foi intervenção essencial", avaliou Magalhães

    Foto: Divulgação/Ascom

    Apesar das prerrogativas concedidas às empresas que realizam o transporte público na capital baiana, o líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Magalhães Júnior (DEM) considera necessária a intervenção decretada pela prefeitura na Concessionária Salvador Norte. As benesses, como isenção de tributos e aquisição de R$ 5 milhões em passagens foram lembradas por vereadores da oposição, que entenderam a medida como “vexame” e “praticamente gestão financeira” de uma empresa privada.

    “Mesmo com todas as prerrogativas, não estava se cumprindo o que tinha sido acordado, portanto, a intervenção foi necessária para preservar os quatro mil empregos”, observou o vereador.

    Em entrevista ao bahia.ba, Magalhães disse estar otimista com os resultados da intervenção, que têm vigência de 180 dias. Segundo ele, a decisão da prefeitura, além de preservar os empregos em um período como o atual, vai assegurar a continuidade do serviço essencial que é o transporte coletivo.

    “Quem precisa trabalhar, comprar remédio ou ir no mercado não pode ficar sem transporte. Foi intervenção essencial”, acrescentou.

    A intervenção na CSN foi decretada no último sábado (20), por meio de publicação em edição extra do Diário Oficial. Nesta segunda-feira (22), o prefeito ACM Neto disse que ficou em pânico com a possibilidade de os rodoviários paralisarem as atividades por falta de pagamento. Apesar da medida de urgência, a Arsal ainda não tem um cronograma de atividades definido.