Em nova versão, Wassef alega ‘questão humanitária’ para abrigo de Queiroz em Atibaia

    Anteriormente, advogado havia dito que desconhecia paradeiro do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, preso em seu imóvel no interior de SP

    Foto: Reprodução/TV Globo

    Frederick Wassef, agora ex-advogado do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), alegou “questões humanitárias” para ter hospedado Fabrício Queiroz em um imóvel na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo.

    Queiroz foi preso preventivamente na última quinta-feira (18), suspeito de ser o operador financeiro de um esquema de rachadinha na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio, entre abril de 2007 e dezembro de 2018 —período em que Flávio era deputado estadual.

    A declaração de Wassef, veiculada na segunda-feira (22) pelo telejornal SBT Brasil, é diferente de versões que ele dera anteriormente, dentre as quais a de que desconhecia o paradeiro ex-assessor de Flávio.

    “O que eu tenho para dizer é o seguinte: jamais escondi Fabrício Queiroz. Ele estar lá (no imóvel de Atibaia) não é nenhum crime, nenhum ilícito, não é obstrução de justiça. Não há nenhuma irregularidade”, disse Wassef.

    “(Foi) também uma questão humanitária. Porque (é) uma pessoa que está abandonada. Uma pessoa sem recursos financeiros, com problemas de saúde e que o local era perto”, justificou.

    No domingo (21), Wassef havia informado à CNN Brasil que Queiroz estava abrigado no imóvel por fazer um tratamento urológico na Santa Casa de Bragança Paulista, cidade vizinha a Atibaia. Por isso, de acordo com o advogado, o ex-assessor esteve abrigado no local “algumas vezes”.

    A aliados, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse já estar de “saco cheio” de Wassef, que vive dando entrevistas à imprensa e causando mais estragos do que ajudando na administração da crise do escândalo de Fabrício Queiroz.