Luiz Carlos diz que ‘momentâneo desconforto’ entre Neto e Roma não afeta seu cargo

    "Todo o desconforto, nesse momento, ele se dá no campo pessoal e não no campo partidário", disse o secretário de Infraestrutura ao bahia.ba

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    Depois de o prefeito Bruno Reis (DEM) admitir publicamente nesta quarta-feira (17) que “não havia clima” para a permanência do ex-secretário de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luiz Galvão, por conta da crise em torno do ex-prefeito ACM Neto e do deputado federal João Roma (Republicanos), devido à sua nomeação para o cargo de ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, o secretário de Infraestrutura, Luiz Carlos (Republicanos), que também é presidente da Executiva municipal do partido, afirmou ao bahia.ba que não crê que o impasse entre o parlamentar e Neto afete-o no cargo.

    “Não. Zero chances. Não tem relação. Eu disse outro dia que não tem relação esse momentâneo desconforto de Neto com Roma com relação partidária. É uma questão pessoal. Ocorreu que, Luiz Galvão tem uma relação pessoal e não partidária. Todo o desconforto, nesse momento, ele se dá no campo pessoal e não no campo partidário. Portanto, ele não tem ramificação para outras pessoas. Não tem nenhuma razão para ter nenhuma preocupação em relação a mim. Posso sair como qualquer um outro secretário pode sair, mas isso fica a cargo do prefeito, por várias razões. Não tem nenhuma possibilidade disso”, afirmou o secretário.

    Sobre uma possível “caça às bruxas” de membros do Republicanos, Bruno negou que haja a possibilidade. Luiz Carlos, no entanto, reiterou que, caso saia do cargo de secretário, será por uma decisão própria, do prefeito ou dele, sem relação partidária.

    “Por uma decisão própria, do prefeito ou minha. O que eu digo é que não existe nesse momento qualquer linha de conversa, pensamento ou possibilidade minha de sair porque eu quero ou de Bruno, porque os trabalhos estão dando certo. Só estou dizendo que nessa relação de secretário, ambos podem pedir, por várias razões. Mas, a mim, não se daria por esses fatos jamais. Não tem relação”, disse.

    O secretário também seguiu a mesma linha do presidente do Republicanos na Bahia, o deputado federal Márcio Marinho, que disse ao bahia.ba na segunda-feira (15) que o remédio para o impasse entre Neto e Roma seria nada mais que o tempo para resolver.

    “Eu acredito que isso não venha a prosperar porque os dois são amigos de muito tempo, fazem um trabalho juntos brilhante, estão juntos numa mesma perspectiva de melhorar a nossa cidade, o nosso estado. Quando o partido fez a indicação de Roma, fez com base em sua experiência política e técnica, isso faz parte da contemplação de espaço do partido para os seus respectivos quadros. A indicação de Roma é do partido, e não tem relação com o DEM. Imputar isso, e essa é a preocupação de Neto, que imputem a ele a indicação de Roma, mas não tem, nenhuma. Então, isso logo vai ficar compreendido e eu não tenho dúvida de que eles voltarão a dialogar, discutir projetos, acho que isso é o que importa”, disse Luiz Carlos, que finalizou dizendo que João Roma está numa posição de destaque e que pode beneficiar Salvador e a Bahia.

    “Roma está hoje num ponto estratégico importante que pode trazer inúmeros benefícios para a nossa cidade e nosso estado e, evidentemente, vai trabalhar para o Brasil. Ele não deixará de ter um olhar atencioso, porque ele conhece as carências de nossa cidade e estado. Como um representante, enquanto parlamentar, e agora ministro, vai trazer esse olhar atencioso para suprir as nossas demandas e procurar mitigar os efeitos que o mundo vem sofrendo por conta da pandemia. É um ministério importante”, finalizou.