Meta nega favorecer Flávio Bolsonaro e rebate acusações

    Empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp diz que cada falha tem uma explicação e afirma que não houve interferência política

    Foto: Reprodução/redes sociais

    A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou nesta sexta-feira (16) uma nota em resposta às acusações de que estaria favorecendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sabotando postagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição e interferindo nas eleições de 2026.

    No comunicado, a big tech reconheceu falhas em contas de Lula e negou qualquer atuação direcionada para beneficiar outras candidaturas. Segundo a empresa, a conta de Lula foi derrubada em 17 de setembro por engano durante uma análise de segurança. A publicação teria sido identificada como uma “possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”.

    Meta diz que falha afetou outros países

    Outro episódio citado ocorreu no dia 7 de setembro, quando Lula publicou um “vídeo selfie” e apoiadores apontaram possíveis restrições à divulgação do conteúdo. Em resposta, a Meta declarou que o problema atingiu usuários e criadores em diferentes regiões do mundo, e não apenas o Brasil ou a campanha petista.

    “O incidente afetou criadores em mais de 100 países. Não ficou restrito ao Brasil, à conta da campanha de Lula ou a qualquer grupo político. É importante destacar que a campanha de Flávio Bolsonaro também entrou em contato com a Meta neste dia para relatar o mesmo problema”, pontuou a Meta.

    Empresa rejeita suspeita de interferência eleitoral

    A big tech sustentou que os episódios mencionados pela campanha de Lula têm explicações técnicas e negou que as falhas tenham sido usadas para alterar o alcance de publicações ou influenciar a disputa presidencial. Ao encerrar a nota, a empresa voltou a negar qualquer manipulação relacionada aos casos relatados pela campanha petista.

    “Cada um dos incidentes citados pela campanha de Lula tem uma explicação direta e documentada, conforme descrito acima. Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição”, concluiu.