Publicado em 26/11/2015 às 21h33.

Ministro determina transferência de banqueiro para presídio no Rio

Os delegados informaram ao ministro que não têm condições de mantê-lo na PF do Rio por falta de espaço

Agência Estado

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de André Esteves, do BTG Pactual, para revogar a prisão do banqueiro e determinou a transferência do executivo para o presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro.

Esteves foi preso nesta quarta-feira (25) suspeito de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, assim como o senador Delcídio Amaral (PT-MS), ao tentarem comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de André Esteves. (Foto: Reprodução/Wikipedia)
Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da defesa de André Esteves. (Foto: Reprodução/Wikipedia)

De acordo com a Procuradoria-Geral da República com base em conversas gravadas pelo filho de Cerveró, o senador petista ofereceu uma mesada de R$ 50 mil para evitar que ex-diretor da Petrobras mencionasse o congressista e o BTG Pactual em eventual acordo de delação premiada. André Esteves arcaria com os pagamentos mensais, segundo as conversas entre o parlamentar, o então advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, e Bernardo Cerveró.

O advogado de Esteves, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, alegou ao STF que a prisão temporária de Esteves foi baseada “única e exclusivamente” na fala de Delcídio. Ele nega que conheça Cerveró, e os três participantes do encontro onde foi gravada a oferta de Delcídio: o filho do ex-diretor, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira, e o advogado Edson Ribeiro.

De acordo com o criminalista, o banqueiro conhece Delcídio assim como tem contato com outros parlamentares. O banqueiro nega também que tenha tido acesso à minuta de delação premiada de Cerveró. Em conversas, Delcídio disse que o banqueiro tinha cópia do que o ex-diretor iria delatar ao Ministério Público.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e, portanto, expira no domingo (29) podendo, contudo ser prorrogada ou convertida em prisão preventiva. O conteúdo da decisão de Zavascki ainda é mantido sob sigilo.

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Temas: banqueiro , Presídio , STF