Após decisão do STF, Everaldo defende ‘radicalizar, mas sem violência’

    Presidente do PT disse que Lula permanece como candidato ao Planalto, apesar de rumores de que o ex-presidente teria dito que estava fora do páreo

    Foto: Izis Moacyr / bahia.ba

    Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não conceder habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fim de evitar a prisão do petista, o presidente do PT da Bahia, Everaldo Anunciação, defendeu, na manhã desta quinta-feira (5), que o partido “radicalize, mas sem violência”.

    A declaração de Everaldo ocorre após o dirigente do Movimento Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, prometer ocupar “todos os prédios públicos” e “todas as terras”, com “porrada, guerra e luta”.

    “O MST fala por ele. Respeito a autonomia de cada movimento e a forma que vai reagir. Nós não vamos nos acomodar. Não é só por causa de Lula. É pela democracia. A gente tem que radicalizar, mas não se fala em confronto físico e violência. Vamos reagir no limite estabelecido. Vamos denunciar no Brasil e internacionalmente o ataque à democracia brasileira”, afirmou Everaldo, em entrevista ao bahia.ba.

    O presidente do PT baiano criticou o entendimento do STF no caso Lula. “Foi um desrespeito à Constituição. Foi uma incoerência, porque a própria ministra Rosa Weber reconhece que há uma inconstitucionalidade no mérito [na prisão em segunda instância] e mesmo assim se posiciona a favor. A decisão foi mais um passo do golpe”, pontuou.

    Everaldo disse que Lula permanece como candidato do PT ao Planalto, apesar de rumores de que o ex-presidente teria dito que estava fora do páreo. “[O jornal] Folha, Estadão e a Rede Globo querem Lula fora da disputa, mas não falam pela direção do PT”, afirmou.