Delator confirma Geddel em suposto esquema de corrupção na Caixa

    A ligação do peemedebista com o suposto esquema foi revelada em janeiro, durante a Operação Cui Bono, da Polícia Federal

    Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

    O empresário Alexandre Margotto, ligado a Lúcio Bolonha Funaro – apontado como operador financeiro de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara preso na Operação Lava Jato –, indicou mais detalhes sobre a ligação do ex-ministro Geddel Vieira Lima com um suposto esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.

    Segundo a TV Globo, o acordo de delação premiada de Margotto com a Justiça revela ainda o suposto envolvimento do empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, com as operações irregulares no banco estatal. As defesas de Joesley e Geddel negam relação com Alexandre Margotto.

    A Polícia Federal apontou a ligação de Geddel com o esquema em janeiro, durante a Operação Cui Bono. À época, ele já tinha deixado o governo, após denúncias de uso do cargo para benefício próprio, no episódio do Edifício La Vue, no bairro da Barra, em Salvador.

    Os depoimentos de Margotto foram gravados em vídeo pelo Ministério Público, em Brasília. Ele contou que Funaro tinha grande influência sobre Geddel na Caixa. “Não faço ideia. Quando eu cheguei no escritório já tinham esse relacionamento. Segundo o Lúcio, ele mandava no Geddel”, declarou.

    Jacaré – Geddel é chamado de ‘Jacaré’ pelos investigadores da Polícia Federal, segundo a coluna Painel do jornal Folha de São Paulo. O codinome utilizado pelos agentes que atuam nos inquéritos se deve ao vazamento de mensagens trocadas entre o político baiano e o empresário Lúcio Funaro, preso pela Lava Jato, e o ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, delator da operação.