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    Pablo Souza viajou a Paris e admite que não votou no 2º turno

    Secretário da Semob diz que não solicitou voto em trânsito e justifica ausência nas urnas devido à viagem em missão oficial à França

    Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

    O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, revelou ao bahia.ba que não votou no segundo turno das eleições por causa da viagem à França e afirmou que não solicitou o voto em trânsito devido ao prazo.

    Pablo Souza viajou para Paris, na França, na última semana, para participar de uma agenda sobre cultura e transporte urbano ao lado da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (União Brasil). A ausência nas urnas ocorreu em meio caos nos ônibus de Salvador durante o domingo de votação.

    Secretário admite que não solicitou o voto em trânsito

    Ao explicar a situação, Pablo Souza afirmou que o compromisso na França havia sido programado anteriormente, mas disse não tomou as providências necessárias para votar fora de seu domicílio eleitoral, por na época não saber da agenda.

    “Esse evento foi previsto anteriormente foi um convite do presidente francês Emmanuel Macron […] Eu não fiz a solicitação do voto em trânsito”, declarou. O prazo para solicitar essa modalidade de votação terminou em 20 de agosto, conforme o calendário eleitoral.

    O secretário alegou que, até o encerramento do prazo para solicitar o voto em trânsito, ainda não sabia que viajaria para a França. “O voto em trânsito, ele tem algumas regras particulares em relação  ao próprio TSE. Você tem prazos pra essa solicitação. E o prazo no dia 20 de agosto. Então por isso que eu não fiz a solicitação do voto em trânsito”, explicou.

    Secretário dise que esperava repetir tranquilidade do 1º turno

    Pablo também afirmou que viajou acreditando que o segundo turno transcorreria sem grandes problemas, assim como, segundo sua avaliação, ocorreu no primeiro. “A gente foi  numa convicção, e eu pessoalmente que tenho essa responsabilidade com uma operação de primeiro turno que foi muito tranquilo”, disse.

    Gestor da pasta que teve a prisão em flagrante decretada, disse que a ausência de ônibus foi devido a uma “ação política orquestrada” e que caso soubesse não teria ido à França. “É óbvio que ninguém poderia prever uma ação política orquestrada dessa natureza. Se eu soubesse de fato, nem eu nem ninguém teria ido. Mas fui na convicção de que uma eleição [tranquila]. Que não houvesse nenhum tipo de crime eleitoral da magnitude que houve”, afirmou.

    Pablo declarou que a viagem foi uma missão especial e não férias: “Eu tava em outro país, não tava de férias, tava em missão oficial registrada no município”.